Bienal Miguel Aroztegui

A Bienal José Miguel Aroztegui: Concurso Estudantil Latino-Americano de Arquitetura Bioclimática é promovida pelo Grupo de Conforto Ambiental e Eficiência Energética da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC). Acontece sempre nos anos ímpares, juntamente ao Encontro Nacional de Conforto no Ambiente Construído (ENCAC).

Instituída no IV Encontro Nacional de Conforto no Ambiente Construído (IV ENCAC), realizado entre 24 e 28 de novembro de 1997, na cidade de Salvador/BA, o nome da Bienal representa o reconhecimento à significativa contribuição prestada ao desenvolvimento da pesquisa e do ensino do Conforto Ambiental, no âmbito da América Latina, pelo arquiteto e professor uruguaio José Miguel Aroztegui (1937/1996).

O objetivo da Bienal é promover e incentivar a incorporação das técnicas bioclimáticas na construção do habitat humano, visando otimizar sua qualidade ambiental e sua eficiência energética por meio do uso privilegiado de recursos naturais renováveis.

O público-alvo da Bienal são estudantes de qualquer curso de graduação relacionado ao ambiente construído e oferecido por alguma instituição latino-americana de ensino superior.

Arquitetura Bioclimática é aquela em que a qualidade ambiental e a eficiência energética são obtidas por meio do aproveitamento racional dos recursos da natureza, de modo a contribuir com o equilíbrio do ecossistema no qual está inserida. Suas principais características são:

a) Adequação do espaço construído ao meio climático e às necessidades humanas.

b) Racionalização do consumo de energia.

c) Conforto ambiental proporcionado pelo uso otimizado de recursos renováveis.

José Miguel Aroztegui 
José Miguel Aroztegui, arquiteto uruguaio nascido em 1937 em Montevidéu, foi um professor destacado da Faculdade de Arquitetura da Universidade da República e diretor do Serviço de Climatologia Aplicada à Arquitetura, produzindo referência na área de arquitetura bioclimática. Entre 1975 e 1985 viveu em Porto Alegre, onde lecionou na UFRGS, orientou pesquisas e traduziu para o português o livro Arquitetura e Clima. Incentivador do intercâmbio acadêmico latino‑americano, atuou como secretário do ArquiSur, fortalecendo a integração entre escolas de arquitetura do Cone Sul. Faleceu em 1996, em sua cidade natal.

TEMA PROPOSTO

Bioclimatismo resiliente - presente e futuro: Centro de aprendizagem, convivência e inovação

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