Caiite tem como tema de mesa redonda as produções resultantes no Juizado de Violência contra a Mulher
A quarta edição do Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia (Caiite), teve seu primeiro dia de atividades marcado por iniciativas das mais diversas áreas. Um dos destaques da manhã do dia 8 foi a mesa redonda Juizado de Violência contra a mulher e Universidade: parceria na produção de conhecimento, a qual expõe os resultados desenvolvidos durante os trabalhos das profissionais das áreas de psicologia e serviço social que atuam no Juizado de Violência contra a Mulher.
A ideia da produção da mesa se deu por em função da importância do compartilhamento das experiências entre o juizado e as parcerias firmadas como a com a própria Ufal. Foram apresentados cinco artigos resultantes das pesquisas e trabalhos que apresentavam relatos de experiências de vítimas que procuravam o juizado para denunciar a violência doméstica, enquadrando na Lei Maria da Penha.
A apresentação abordou assuntos como retratação, que é caracterizada pela decisão da vítima em desistir do processo contra o agressor, até uma visão mais extrema, onde os próprios agressores, ainda em fase de julgamento, se manifestavam e podiam participar de grupos reflexivos sobre o tema. Algumas das autoras ainda atuavam como estagiárias e transformaram esses trabalhos em temas para o trabalho de conclusão de curso.
Os artigos
O Juizado de Violência contra a Mulher tem competência civil e criminal para processar e julgar casos de violência doméstica contra a mulher. É o único de Maceió, respondendo por todos os processos notificados na cidade, possuindo sede na capital desde maio de 2008, e fica localizado na Praça Visconde de Sinimbú, no Centro de Maceió.
João Paulo Rocha – estudante de Relações Públicas