Caiite contará com participação de intérpretes de Libras
Pelo segundo ano consecutivo, o Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia (Caiite), contará com a participação de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os profissionais terão participação em todo o evento, sendo distribuídos nas atividades de acordo com o fluxo e necessidade dos participantes. Para que não haja falhas nas traduções, os intérpretes estarão divididos em duplas que se reversarão, já que o trabalho não envolve apenas a língua, mas um esforço mental e físico durante uma longa duração. Ao todo serão cinco tradutores presentes, todos são servidores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), alguns já formados em Libras e outros, ainda graduandos, pela própria Ufal.
De acordo com a coordenadora dos intérpretes, Meire Santos, é de extrema importância este empenho em um congresso, pois antes, não havia uma abertura para os deficientes auditivos e agora eles podem participar e adquirir conhecimento para toda a vida, assim como qualquer outro participante.
Outra novidade é que agora o site do Caiite dispõe de uma ferramenta gratuita que permite a tradução automática de qualquer texto disponibilizado em seu espaço para a Libras, o Hand Talk. Para ter acesso a esta utilidade, o usuário deve clicar no ícone azul com a figura de orelha que é exibida no canto direito da página, após isso, uma janela será aberta trazendo um personagem animado que interpreta os trechos que forem destacados pelo usuário.
A importância da visibilidade
Além da participação no Caiite, os intérpretes estão presentes na universidade para várias situações, pois atendem, na medida do possível, os deficientes auditivos da comunidade acadêmica que necessitam em diversas situações, como uma simples ida a um setor da universidade ou até mesmo para participar de uma aula. “Como o curto número de profissionais, às vezes é necessário que interrompamos rapidamente as atividades do curso de Libras para suprir a necessidade de algum usuário”, relata Meire, que é responsável por administrar todas as demandas da coordenação, entre realizar as escalas, orientar e distribuir os intérpretes.
Ofertada desde 2014 e prestes a lançar sua terceira turma, a graduação em libras é uma das mais novas da Ufal. O vestibular é adaptado, o ouvinte faz a prova através de escrita e o surdo por sinais. “Apesar dos impasses, como a falta de intérpretes e de laboratórios, o curso já conta com pesquisas, monitorias, alunos que dão aula em projetos externos, um novo prédio que está sendo concluído, dentre outros passos importantes, que têm feito com que o curso ganhe cada vez mais o espaço que é necessário perante a comunidade acadêmica”, afirma o vice-diretor da faculdade de letras (Fale), onde funciona o curso, Jair Barbosa.
João Paulo Rocha – estudante de Relações Públicas


