CADERNO 2 - QUIMICA
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CIÊNCIA NA ESCOLA PARA
O DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL | CADERNO 2
A QUÍMICA
SUSTENTÁVEL
EM SALA DE AULA
Thatiane Veríssimo dos Santos Martins
Mônica Araújo da Silva
Francine Santos de Paula
Evellyn Patricia Santos da Silva
Keyla Milena Alves da Silva
Carinne Maria da Silva
Vitória Rocha de Oliveira
Diogo Ramos Pereira
CIÊNCIA NA ESCOLA PARA
O DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL | CADERNO 2
A QUÍMICA
SUSTENTÁVEL
EM SALA DE AULA
Thatiane Veríssimo dos Santos Martins
Mônica Araújo da Silva
Francine Santos de Paula
Evellyn Patricia Santos da Silva
Keyla Milena Alves da Silva
Carinne Maria da Silva
Vitória Rocha de Oliveira
Diogo Ramos Pereira
Maceió/AL
2023
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Revisão de Língua Portuguesa: Janaina Alves Pereira Almeida dos Santos
Revisão da ABNT: Fátima Caroline Pereira de Almeida Ribeiro
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Núcleo Editorial
Bibliotecária responsável: Sâmela Rouse de Brito Silva – CRB-4/2063
Q6 A química sustentável em sala de aula (caderno 2) / Thatiane Veríssimo dos
Santos Martins…[et.al]. – Maceió : EDUFAL, 2023.
44 p. (Ciência na escola para o desenvolvimento sustentável; 2)
E-book
ISBN 978-65-5624-129-6
ISBN 978-65-5624-131-9 (Coletânea)
I. Silva, Mônica Araújo da. II. Paula, Francine Santos de. III. Silva, Evellyn
Patricia Santos da. IV. Silva, Keyla Milena Alves da. V. Silva, Carinne Maria da.
VI. Oliveira, Vitória Rocha de. VII. Pereira, Diogo Ramos Pereira. VIII. Ciência
na escola para o desenvolvimento sustentável.
CDU 372.854
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Av. Lourival Melo Mota, s/n - Campus A. C. Simões
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Este caderno é parte integrante da Coletânea Ciência na Escola para
o Desenvolvimento Sustentável, produto do Simpósio Intermunicipal
de Ciência e Tecnologia na Educação Básica (Sinpete)
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Vera Lucia Pontes dos Santos
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e Superior (Foproebs) – Grupo de Pesquisa Interinstitucional
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Simpósio Intermunicipal de Ciência e Tecnologia na Educação
Básica (Sinpete): a função social da universidade em debate
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Matemática (PPGECIM)
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origem aos cadernos da Coletânea do Sinpete
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Escola Mun. de Educação Básica Professora Medéa Cavalcanti de
Albuquerque – Barra de São Miguel | Alagoas
Escola de Ensino Fundamental Juvenal Lopes Ferreira de Omena
– Murici | Alagoas
Escola Estadual Professor Loureiro - Murici | Alagoas.
Instituto Federal de Alagoas - Campus Murici | Alagoas
Instituto de Química e Biotecnologia – IQB/Ufal
Ao refletirmos sobre
educação, devemos ter
em mente que plantamos
carvalhos, não eucaliptos,
como disse o sábio Rubem
Alves. Nossos esforços neste
campo requerem paciência
e persistência, pois os frutos
de nosso trabalho podem
demorar para aparecer. Esta
produção é dedicada a todos
os estudantes e professores
que buscam aprimorar suas
habilidades. Permaneçamos
comprometidos com esta
nobre busca de melhorar a
educação, sabendo que nosso
trabalho árduo e dedicação
renderão uma colheita
abundante no devido tempo.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO...............................................................................................9
2 UTILIZAÇÃO DO ÓLEO RESIDUAL PARA A FABRICAÇÃO DE SABÃO: UMA
PRÁTICA AMBIENTALMENTE CORRETA..................................................... 13
3
TRATAMENTO
DE
EFLUENTES
INDUSTRIAIS
UTILIZANDO
ELETROFLOCULAÇÃO.................................................................................. 20
4 FABRICAÇÃO DE PLÁSTICOS BIODEGRADÁVEIS A PARTIR DO AMIDO DO
MILHO........................................................................................................... 24
REFERÊNCIAS................................................................................................ 30
SOBRE OS AUTORES..................................................................................... 34
GALERIA DE FOTOS...................................................................................... 38
1 INTRODUÇÃO
Esta produção nasceu de discussões originadas na disciplina
de Atividades Curriculares de Extensão (ACE-B1), sob orientação da
professora Thatiane Veríssimo dos Santos Martins, no curso de
Química Licenciatura, do Instituto de Química e Biotecnologia (IQB),
da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Nessa perspectiva, a ACE-B1 teve como objetivo realizar ações
educativas para consolidar e expandir atividades experimentais e
de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) contribuindo
para a melhoria do ensino básico de Química, ao motivar os
estudantes para a aprendizagem, favorecendo a compreensão de
conceitos científicos.
A curricularização da extensão, ou creditação (curricular) da
extensão, é uma estratégia prevista no Plano Nacional de Educação
(PNE), que foi regulamentada pela Resolução nº. 7 MEC/CNE/CES,
de 18 de dezembro de 2018.
Entre outras coisas, a referida Resolução estabelece que
as atividades de extensão devem compor, no
mínimo, 10% (dez por cento) do total da carga
horária curricular estudantil dos cursos de
graduação, as quais deverão fazer parte da matriz
curricular dos cursos; e instrui o INEP a considerar,
para efeitos de autorização e reconhecimento de
cursos, o cumprimento dos 10% de carga horária
mínima dedicada à extensão, a articulação entre
atividades de extensão, ensino e pesquisa e
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
os docentes responsáveis pela orientação das
atividades de extensão nos cursos de graduação
(BRASIL, 2018).
Na Ufal, as ações de extensão, como componente curricular
obrigatório nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação,
são regulamentadas pela Resolução Consuni nº. 04/2018.
Este
exemplar destina-se a toda comunidade escolar (educação formal e
informal), e tem como foco o ensino de Química numa abordagem
sustentável. A temática foi discutida e experienciada no evento
Simpósio Intermunicipal de Pesquisa e Tecnologia na Educação
Básica (Sinpete), sediado na Reitoria da Ufal, nos dias 18, 19 e 20 de
outubro de 2022.
O evento trouxe o tema “Ciência e Universidade: pesquisa
e extensão na produção do conhecimento e do desenvolvimento
sustentável para as atuais e futuras gerações”, no escopo dos 17
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030,
da Organização das Nações Unidas (ONU). O esquema gráfico a
seguir ilustra a estrutura teórico-metodológica na qual se cunhou o
trabalho de divulgação científica próprio da ACE-B1.
10
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Figura 1 - Resumo gráfico dos ODS desenvolvidas no contexto do
Sinpete/Ufal (2022)
Fonte: AUTORES, 2022.
No Sinpete, foram realizadas oficinas de experimentação
química de baixo custo, com foco em práticas ambientais
acessíveis, tais como: síntese de sabão ecológico com óleos
residuais; eletrofloculação1 para degradação de corantes utilizando
amido como matéria-prima; e, por fim, fabricação de plásticos
biodegradáveis. Esses experimentos são apresentados ao longo
deste material.
Nossa sociedade tem passado por grandes desafios
em busca de um mundo sustentável. A Universidade, sob suas
diferentes áreas de atuação (multi e interdisciplinares), tem
1
Essa técnica é associada a eletrocoagulação, que ocorre com a formação de um agente coagulante,
e a eletroflotação, que surge da geração de gases hidrogênio e oxigênio pela eletrólise da água.
A combinação desses dois processos permite a remoção dos poluentes que são arrastados pelo
agente coagulante e os gases (GRECCO, 2022).
11
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
a Química como agente promotor desse processo com os 12
Princípios da Química Verde, os quais concentram esforços no
desenvolvimento e aperfeiçoamento de processos e produtos.
Portanto, a ideia deste caderno é inspirar e convidar
estudantes,
professores
e
agentes
sociais
a
participarem
ecologicamente da construção de um mundo melhor, pois ainda
há um longo percurso a ser pavimentado com educação ambiental.
12
2 UTILIZAÇÃO DO ÓLEO RESIDUAL
PARA A FABRICAÇÃO DE SABÃO:
UMA PRÁTICA AMBIENTALMENTE CORRETA
Você sabia que o descarte incorreto do óleo afeta o meio
ambiente?
A maioria da população ainda não sabe o que fazer com o
óleo utilizado, descartando-o de maneira inadequada. Por esse
motivo, muitas vezes optam por despejar o óleo na pia, no ralo,
no vaso sanitário ou até mesmo no lixo comum, resultando em
problemas ambientais, tais como:
a) Impermeabilização e a contaminação do solo
O óleo impermeabiliza o solo criando uma
película, bloqueando a passagem da água
e possibilitando a ocorrência de enchentes
(LOPES; BALDIN, 2009).
b) Entupimento de redes de esgoto
O excesso de gordura nos encanamentos pode
causar o acúmulo de bactérias e doenças, além
do entupimento da rede, sendo necessário
utilização de produtos químicos que podem
ser prejudiciais ao meio ambiente (ALBERICI;
PONTES, 2004).
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
c) Poluição da água
O óleo não se mistura com água, além de
ser mais leve, permanece na sua superfície,
bloqueando a passagem da luz e a oxigenação
da água, causando um desequilíbrio ecológico
e comprometendo a vida aquática (REVISTA
PLANETA CIDADE, 2007).
d) Poluição atmosférica
A decomposição do óleo de cozinha emite gás
metano na atmosfera, intensificando o efeito
estufa e contribuindo para o aquecimento
global (FREITAS, 2010).
Qual a constituição dos óleos?
Os óleos são constituídos de substâncias
insolúveis em água, por serem classificados
como compostos orgânicos que pertencem
ao grupo dos lipídios (óleos e gorduras) e
apresentam longas cadeias carbônicas em sua
estrutura. (MENEGHETTI, 2022)
Podem ser de origem animal (gordura
animal) ou vegetal (geralmente extraído de sementes de plantas
oleaginosas) (MORETTO; FETT,1988).
14
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Por isso, fique atento!
Óleo e a água não se misturam e descartá-lo de forma inapropriada
traz uma série de complicações ao meio ambiente.
VOCÊ SABIA?
1 litro de óleo vegetal pode contaminar até 25
mil litros de água (COMPANHIA DE SANEAMENTO
BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO – SABESP, S/D).
Faça a sua parte e ajude o meio ambiente!
Como descartar corretamente?
É simples. Após uma boa quantidade de óleo armazenado em
algum recipiente (de preferência garrafa plástica) é só levá-lo para
um ponto de coleta da sua cidade.
Siga o passo a passo:
1. Deixe o óleo esfriar após o seu uso.
2. Despeje em uma garrafa plástica com o auxílio de um funil.
3. Evite que insetos ou sujeiras entre no recipiente.
4. Por fim, leve para o ponto de coleta da sua cidade.
15
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
O jeito é reciclar!
Produção de sabão a partir do óleo de cozinha: uma prática
sustentável
O principal objetivo da produção de sabão utilizando
óleo residual é a transformação de um possível
poluente em um composto biodegradável, que é
rapidamente decomposto pela natureza, além de
ser econômico (KUNZLER, 2011).
Mas você sabia que produção de sabão
a partir da reciclagem do óleo de cozinha é uma alternativa
sustentável, ecológica e empreendedora?
É, sem dúvida, uma ótima estratégia para reciclar o óleo.
Então, nada de jogá-lo no ralo da sua pia. Agora você já sabe que é
possível reutilizar. É uma prática fácil e eficaz!
Experimento
O sabão é produzido através de uma reação nomeada de
saponificação, sendo a gordura e a soda cáustica as principais
matérias-primas para a sua produção.
Segundo Verani (2001), essa reação também é chamada de
hidrólise alcalina e acontece quando um éster (óleo ou gordura),
em solução aquosa, reage, com uma base inorgânica, neste caso a
soda cáustica (NaOH), originando um sal orgânico (sabão) e álcool
(glicerol). Veja essa reação representada na Figura 2.
16
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Figura 2 – Reação química envolvendo a reciclagem do óleo de cozinha
para a produção de sabão caseiro
Fonte: BARBOSA, 2011.
Já na Figura 3, podemos observar o passo a passo da
produção de sabão a partir da reciclagem do óleo de cozinha.
17
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Figura 3 – Reciclagem do óleo de cozinha para a produção de sabão
caseiro.
ALCANCE
Fonte: AUTORES, 2022 – Adaptado do Canva.
18
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
NOTA DE PRECAUÇÕES:
Antes de tudo, coloque os óculos de proteção, luvas
e a máscara. A soda cáustica é altamente corrosiva e
deve ser manuseada com muito cuidado. Além disso a
reação libera gases tóxicos.
O tempo de cura do sabão deve ser respeitado, pois se ainda
estiver soda em sua composição pode provocar irritação e
ressecamento na pele. Você pode medir o pH do sabão utilizando
um papel indicador de pH e o seu valor deve estar entre 9,0 e
10,4 sendo a faixa permitida pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa). Se o sabão produzido estiver dentro dos limites
de pH estará pronto para o uso. Fique atento!
19
3 TRATAMENTO DE EFLUENTES
INDUSTRIAIS UTILIZANDO
ELETROFLOCULAÇÃO
Como é possível montar um sistema eletroquímico de
baixo custo, utilizando materiais do dia a dia? Como esse sistema
pode ser utilizado para o tratamento de água residual, por meio
da eletrofloculação? O objetivo deste experimento é evidenciar
respostas para essas questões.
Esta técnica possui uma operação simples que através
de reações eletroquímicas gera coagulantes dentro do próprio
sistema, ou seja, in situ, diminuindo a chance de gerar subprodutos
e reduzindo a produção de lodo (VIEIRA; CAVALCANTI, 2018). Os
materiais utilizados neste experimento estão descritos na Figura 4.
Figura 4 - Materiais necessários para o desenvolvimento do experimento.
Fonte: AUTORES, 2022. Adaptado da plataforma de BioRender.com
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Vamos ao experimento?
Inicialmente, adicione 30ml de água (H2O) num béquer ou
copo. Em seguida, adicione 100mg (uma colher de café) de cloreto
de sódio (NaCl), popularmente conhecido como sal de cozinha e,
por fim, adicione duas gotas de corante alimentício. O corante
pode ser substituído por café ou refrigerante de cola, para simular
os poluentes. Por último, monte o sistema como demonstrado na
Figura 5.
Passado o processo eletroquímico, observe o que ocorreu,
agite bem o béquer e transfira o conteúdo para o sistema de
filtração, usando funil e papel de filtro ou coador de café.
Figura 5- Montagem do sistema experimental para eletrofloculação.
Fonte: AUTORES, 2022. Adaptado da plataforma BioRender.com
Essa
prática
demonstra
um
processo
simples
de
descontaminação da água por eletrofloculação, utilizando materiais
de baixo custo. O experimento pode gerar discussões ambientais
capazes de desenvolver pensamentos críticos relacionados à
21
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
problemática de poluição da água e sobre o tratamento desse
recurso natural tão importante para a sociedade.
NOTA DE PRECAUÇÕES:
Não toque nos fios do sistema eletroquímico para não
causar curto-circuito.
Os resíduos dessa prática podem ser descartados em
lixo comum.
Qual a explicação desse experimento?
O intuito do experimento é realizar a remoção de corantes.
Para tanto, um eletrodo de ferro (prego) – o ânodo do sistema
eletroquímico – é usado para fornecer íons metálicos para a
formação de hidróxido de ferro (II ou III) pouco solúvel, como
descrito na reação anódica da Figura 6.
O hidróxido de ferro formado absorverá o corante presente
na solução. Já no cátodo do sistema – reação catódica na Figura 6
–, a redução de moléculas de água leva a formação de bolhas de
gás, originadas pela formação de gás hidrogênio, que irão arrastar
alguns dos flocos formados pelo hidróxido e ajudar na separação
(eletroflotação) (SBQ, 2010).
As reações envolvidas nesse experimento estão descritas
a seguir.
22
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Figura 6 – Reações envolvidas no experimento de eletrofloculação de
águas residuais.
REAÇÃO DO PROCESSO:
+2
−
𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹çã𝒐𝒐 𝒂𝒂𝒂𝒂ó𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅: 𝐹𝐹𝐹𝐹(𝑠𝑠) → 𝐹𝐹𝐹𝐹(𝑎𝑎𝑎𝑎
) + 2𝑒𝑒
+2
−
𝐹𝐹𝐹𝐹(𝑎𝑎𝑎𝑎
) + 2𝑂𝑂𝑂𝑂(𝑎𝑎𝑎𝑎 ) → 𝐹𝐹𝐹𝐹(𝑂𝑂𝑂𝑂)2(𝑆𝑆)
−
𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹çã𝒐𝒐 𝒄𝒄𝒄𝒄𝒄𝒄ó𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅: 2𝐻𝐻2 𝑂𝑂(𝑙𝑙) + 2𝑒𝑒 − → 𝐻𝐻2(𝑔𝑔) + 2𝑂𝑂𝑂𝑂(𝑎𝑎𝑎𝑎
)
𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹çã𝒐𝒐 𝑮𝑮𝑮𝑮𝑮𝑮𝑮𝑮𝑮𝑮𝑮𝑮: 𝐹𝐹𝐹𝐹(𝑠𝑠) + 𝐻𝐻2 𝑂𝑂(𝑙𝑙) → 𝐹𝐹𝐹𝐹(𝑂𝑂𝑂𝑂)2(𝑠𝑠) + 𝐻𝐻2(𝑔𝑔)
Fonte: AUTORES,2022. Adaptado do Atkins, 2012.
O experimento, além de ser sustentável, uma vez que utiliza
materiais de baixo custo, mostra como a eletrofloculação pode ser
eficaz e viável no processo de tratamento de águas residuais (BAIA,
2022). Isto porque não necessita da adição de outras substâncias
para formar os flocos de impurezas, visto que o agente coagulante
é formado dentro do próprio sistema eletroquímico, por meio das
reações de oxirredução.
23
4 FABRICAÇÃO DE PLÁSTICOS
BIODEGRADÁVEIS A PARTIR DO
AMIDO DO MILHO
O grande volume de plástico que vem sendo produzido e
o descarte inadequado após o uso têm dificultado as medidas de
minimização dos impactos ao meio ambiente.
No que se refere à sustentabilidade do planeta, os
prejuízos ambientais ocasionados pelo grande volume de plásticos
no ambiente são uma preocupação atual e futura, medidas
ambientalmente amigáveis.
Diante desse cenário, novos materiais a partir de plásticos
biodegradáveis estão sendo desenvolvidos para diminuir os
impactos negativos ao meio ambiente (FOGAÇA, 2022). Assim, a
escola é o local ideal para debater sobre a temática.
Neste
experimento,
busca-se
produzir
um
plástico
biodegradável que é um produto feito a partir de matérias-primas
de fontes renováveis, como produtos vegetais e animais, tais como
a celulose e amido.
A partir disso, os estudantes irão observar e entender, com
auxílio do professor, que o amido é um polímero natural, o qual é
formado pela união dos polissacarídeos amilose (Figura 7. [a]) e a
amilopectina (Figura 7 [b]).
Esse polímero pode ser encontrado em milho, aveia, arroz,
trigo, cevada, centeio, além de estar presente nas raízes de plantas,
a exemplo das raízes de batata.
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
O plástico se forma a partir de um processo químico, no
qual o vinagre (ácido acético) (Figura 7. [c]) consegue diminuir as
ramificações presentes na amilopectina, quebrando suas ligações
e transformando-a em amilose.
A amilose, por sua vez, é responsável pela estrutura do
plástico, pois são moléculas lineares do amido. O glicerol (Figura 7.
[d]) também é utilizado uma vez que atua como agente plastificante,
reduzindo as interações entre as moléculas de amilose, o que torna
o plástico mais maleável e elástico.
Figura 7 – Estruturas da (a) Amilose, (b) Amilopectina, (c) Ácido acético e
(d) Glicerol
a)
b)
c)
d)
Fonte: AUTORES, 2022. Adaptado da Plataforma ChemDraw.
O foco desse experimento é apresentar um método
alternativo para produção de plástico biodegradável utilizando
materiais de baixo custo.
Por meio dele, o professor pode conscientizar e incentivar
os estudantes a amenizarem os impactos causados pelos plásticos
25
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
convencionais, uma vez que a prática surge como uma nova
possibilidade para a solução da problemática.
Além disso, será possível abordar conteúdos de reações
químicas e conceitos introdutórios à química orgânica.
VOCÊ SABIA?
Você já ouviu falar sobre os MICROPLÁSTICOS? Tem
ideia dos impactos negativos que eles vêm causando
ao meio ambiente?
De acordo com o físico Paulo Artaxo, do Instituto de Física da
Universidade de São Paulo (USP) e membro da Coordenação do
Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais,
os microplásticos têm grande potencial para
alterar a biota e o ecossistema oceânico do nosso
planeta como um todo. Esse tipo de poluição
tem efeitos ainda não totalmente entendidos e
quantificados. Precisamos de muita pesquisa
científica para caracterizar o material e estudar a
extensão de sua distribuição, suas concentrações,
seus efeitos nos ecossistemas e sobre os seres
vivos e como removê-lo do meio ambiente.
Recentemente uma publicação feita pela FAPESP demonstrou
que esses materiais já foram encontrados não apenas no ar que
se respira, em ambientes terrestres, marinhos e reservas de
água doce, mas também na água de torneira e engarrafada, no
sal marinho, no mel, na cerveja, nos frutos do mar e em peixes
consumidos pelo homem e, por consequência, nas fezes humanas
(JONES, 2012).
26
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
PARA SABER MAIS...
Para que você entenda como eles são formados, acesse o Qr Code
e entenda de uma maneira bem criativa como eles podem afetar
todo o ecossistema.
Experimento: fabricação de plásticos biodegradáveis a partir
do amido do milho
O objetivo é produzir plástico biodegradável a partir do
amido de milho. Os materiais utilizados neste experimento estão
descritos na Figura 8 a seguir.
Figura 8 – Materiais necessários para o desenvolvimento do experimento.
Fonte: AUTORES, 2022. Adaptado da plataforma de BioRender.com.
27
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
NOTA DE PRECAUÇÕES:
- Devido à utilização de uma fonte de calor, é necessário
que o professor esteja presente nesse momento para
que se evite acidentes.
- Usem luvas e jaleco.
Vamos ao experimento?
Inicialmente, é necessário juntar todos os ingredientes em
um recipiente, exceto o corante alimentício, e misturá-los com o
auxílio de uma espátula até que a mistura esteja homogênea. Em
seguida, o recipiente deve ser levado à fonte de aquecimento em
temperatura média (40°C). A mistura deve ser constantemente
agitada até que aqueça, tornando-se espessa e transparente. Deixe
em aquecimento por aproximadamente 15 minutos e adicione o
corante para colorir o material. O material final deve ser disposto
em papel manteiga ou papel alumínio para resfriar. Esse processo
pode levar até dois dias dependendo da espessura do material
exposto. No caso de aparecimento de bolhas, estoure-as com
palito de dente. Por fim, o material pode ser moldado com moldes
de sua preferência.
Qual a explicação desse experimento?
O plástico é formado porque o vinagre (ácido acético)
consegue diminuir as ramificações presentes na amilopectina,
quebrando as ligações e transformando-as em amilose. A amilose,
28
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
por sua vez, é responsável pela estrutura do plástico, pois são
moléculas lineares do amido. O glicerol é utilizado pois atua como
agente plastificante, reduzindo as interações entre as moléculas de
amilose, o que torna o plástico mais maleável e elástico.
29
REFERÊNCIAS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Guia de controle de
qualidade de produtos cosméticos. 2ª edição. Brasília: Anvisa, 2008.
E-book. ISBN: 978-85-88233-34-8. Disponível em: https://www.gov.br/
anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/cosmeticos/manuais-eguias/guia-de-controle-de-qualidade-de-produtos-cosmeticos.pdf/view.
Acesso em: 12 dez. de 2022.
ALBERICI R. M; PONTES F. F. F. Reciclagem de óleo comestível
usado através da fabricação de sabão. Engenharia Ambiental,
v.1, n.1, p. 073-076, 2004. Disponível em: http://ferramentas.
unipinhal.edu.br/engenhariaambiental/include/getdoc.php?id=%20
39&article=19&mode=pdf. Acesso em 20 dez. 2022.
ATKINS, P; JONES, L. Princípios de Química: Questionando a vida
moderna e o meio ambiente. 5ª edição. Porto Alegre, Bookman, 2012.
BAIA, A.C.F. et al. Aplicação da técnica de eletrofloculação para remoção de
corante presente em solução aquosa. In: Anais do 58º Congresso Brasileiro
de Química (CBQ). Maranhão, UFMA, 2018. Disponível em: http://www.abq.
org.br/cbq/2018/trabalhos/3/1885-26561.html. Acesso em 20 dez. 2022.
BARBOSA, L. C. A. Introdução à Química Orgânica. 2ª edição. São Paulo:
Prentice Hall, 2011.
BRASIL. Resolução nº 7 de 18 de dezembro de 2018 - MEC/CNE/CES.
Estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira
e regulamenta o disposto na Meta 12.7 da Lei nº 13.005/2014, que aprova
o Plano Nacional de Educação - PNE 2014- 2024 e dá outras providências.
Disponível em: https://normativasconselhos.mec.gov.br/normativa/pdf/
CNE_RES_CNECESN72018.pdf. Acesso em 20 dez. 2022.
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
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fundamental e médio. 1ª edição. Brasil: Edit-SBQ, 2010. E-book. ISBN:
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Disponível
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como componente curricular obrigatório nos projetos pedagógicos dos
cursos de graduação da Universidade Federal de Alagoas. Disponível em:
32
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
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Referências complementares:
As figuras foram elaboradas no Biorender. https://biorender.com/>
As estruturas químicas foram elaboradas no software ChemDraw Ultra 12.0.
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SOBRE OS AUTORES
Thatiane Veríssimo dos Santos Martins
Doutora em Química na área de Catálise Heterogênea e sua aplicação
em processos de biorrefinaria pelo Programa de Pós-Graduação em
Química e Biotecnologia (PPGQB/Ufal). Licenciada em Química pela
Ufal. Atualmente é professora e pesquisadora (DTI-A) na Ufal. Possui
experiência na área de complexos organometálicos e catalisadores
heterogêneos, bem como na aplicação desses em reações de
esterificação/transesterificação e hidrólise/hidroesterificação para
a produção de ésteres alquílicos de ácidos graxos e na conversão
de biomassa para a produção de insumos químicos. Recebeu em
2019 o Prêmio Nacional Arrehenius, no 20° Congresso Brasileiro
de Catálise. Possui diversas publicações científicas de alcance
nacional e internacional com foco em sistemas catalíticos aplicados
à transformação da biomassa e oleoquímica. Desenvolve trabalhos
na área de ensino de Química com a divulgação de ciências,
metodologias ativas para ensino de Química e extensão universitária.
E-mail: thatiane.santos@iqb.ufal.br.
Mônica Araújo da Silva
Doutora em Química e Biotecnologia, mestra em Engenharia Química
e graduada em Química Licenciatura (Ufal). Membro visitante do
corpo docente do IQB/Ufal. Docente no Programa de Mestrado
Profissional em Química em Rede Nacional - PROFQUI da Ufal. É
membro associada do Grupo de Pesquisa em Ensino e Extensão em
A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Química – QuiCiência. Coordenou a SBQ na Escola na 45ª Reunião
Anual da Sociedade Brasileira de Química (RASBQ) e o IQB recebe
escolas em comemoração ao dia do Químico. Tem experiência na
obtenção de biodiesel e glicerólise com área de concentração em
Química Inorgânica e Catálise. Atualmente desenvolve trabalhos
com metodologias ativas para ensino de Química, como: robótica
educacional, rotação por estação, jogos didáticos forenses e
extensão universitária. E-mail: monica_ufal@hotmail.com
Francine Santos de Paula
Doutora e mestra em Química e Biotecnologia pela Ufal. Graduada
em Química Licenciatura pela mesma instituição. Atuou como
professora de Química na rede estadual de ensino. Atualmente
é professora no curso de Química Licenciatura da Ufal, atuando
principalmente nos estágios supervisionados. Tem experiência na
área de Química, com ênfase em educação química e eletroanalítica.
Foi coordenadora do curso de Química Licenciatura e diretora do
IQB/Ufal. E-mail: fsp@qui.ufal.br.
Evellyn Patricia Santos da Silva
Mestra em Ciências com área de concentração em Química
Inorgânica. Graduada em Química Tecnológica e Industrial
Bacharelado pela Ufal e, atualmente, graduanda em Química
Licenciatura (IQB/Ufal). Desenvolve pesquisa no Grupo de
Catálise
e
Reatividade
Química
(IQB/Ufal).
Professora
de
Química do ensino médio na rede particular de educação.
E-mail: evellyn.silva@iqb.ufal.br.
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A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Vitória Rocha de Oliveira
Técnica em Informática e em Química pelo Instituto Federal de
Alagoas (Ifal). Graduanda de Química Licenciatura (IQB/Ufal).
Integrante do Laboratório de Eletroquímica, Polímeros e Ciências
Forenses (LEPFor). Estudante de iniciação científica, bolsista CNPq,
com ênfase em eletroquímica, atuando na área de desenvolvimento
de
dispositivos
eletroquímicos
fluorescentes
baseados
em
polímeros conjugados para aplicação em papiloscopia forense.
E-mail: vitoria.oliveira@iqb.ufal.br.
Keyla M. A. da silva
Graduanda do 5º período de Química Licenciatura (IQB/
Ufal). Concluiu o curso de Auxiliar em Microbiologia no
Serviço
Nacional
de
Aprendizagem
Industrial
(Senai-AL).
E-mail: keyla.silva@iqb.ufal.br.
Carinne Maria da Silva
Graduanda do 7º período de Química Licenciatura (IQB/
Ufal). Atua como Profissional de Apoio Escolar (PAE) em
uma escola da rede municipal de educação de Maceió-AL.
E-mail: crinnesilva16@gmail.com.
Diogo Ramos Pereira
Graduando em Química Licenciatura (IQB/Ufal). Membro do Grupo
de Pesquisa em Ensino e Extensão em Química - QuiCiência.
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A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Estudante de iniciação científica, bolsista da Fundação de Amparo
à Pesquisa de Alagoas (Fapeal), com ênfase no ensino de Química,
no qual atual no desenvolvimento de um e-book interativo com
potencial de alfabetização científica na temática de nanotecnologia
e meio ambiente. Foi monitor na área de Química Geral durante
quatro períodos consecutivos. Faz parte do colegiado do curso de
Química Licenciatura, atuando como representante discente. É
membro do Centro Acadêmico Walmison Santana (IQB/Ufal), como
membro da coordenação de cultura e lazer. E-mail: Diogo.pereira@
iqb.ufal.br
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A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
GALERIA DE FOTOS
Foto 1 - Estudantes do curso de Química Licenciatura que realizaram os
experimentos e a Profa. Dra. Thatiane Veríssimo (no centro do painel).
Foto 2 - Bruno explica o experimento da “pasta de dente de elefante”
para alunos e alunas das escolas públicas.
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A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Foto 3 - Equipe que apresentou experimentos sobre reações de
oxirredução e um aluno do ensino fundamental (de camisa amarela).
Fotos 4 - Em D) estudantes olham com atenção aos experimentos
químicos e suas explicações; E) Equipe que apresentou os experimentos
sobre adsorção, pasta de dente de elefante e bioplástico (início), equipe
das reações de oxirredução (final)
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A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Fotos 5 - Fotos durante a disciplina Atividade Curricular de Extensão B1
na Escola Estadual Professora Claudizete Lima Eleutério localizada na
cidade de Rio Largo/AL. Em F) Da esquerda para a direita: Keyla, Samuel,
Hugo e Evellyn apresentaram experimentos químicos sobre reações
de oxirredução e ácido-base. G) Da esquerda para a direita: Orlando,
Vitória, Diego e Lívia apresentaram experimentos sobre bioplástico e o
experimento “serpente do Faraó”.
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A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Foto 6 - H) Da esquerda para a direita: Bruno, Júlia, Carinne e Gabriela
apresentaram experimentos sobre a pasta de dente de elefante, a água
furiosa e reação química que enche o balão.
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A QUÍMICA SUSTENTÁVEL
em sala de aula
Fotos 7 - Fotos durante a disciplina Atividade Curricular de Extensão B1
na Escola Estadual Professora Claudizete Lima Eleutério localizada na
cidade de Rio Largo/AL. Em I) Aluno da escola participa do experimento
da “água furiosa” agitando o frasco do balão volumétrico observando
a mudança de cor da reação. J) Júlia apresenta seu experimento e no
momento da foto, segura o balão que encheu com dióxido de carbono
que foi resultado de uma reação de ácido carboxílico e sal básico.
42
COLETÂNEA DO SINPETE
CADERNO 1 – PARTE INICIAL
Ciência na Escola para o Desenvolvimento Sustentável
CADERNO 2
A química sustentável em sala de aula
CADERNO 3
Experimentos de Física de baixo custo
CADERNO 4
Charta: embalagens de papel semente produzidas a partir de
papel reciclado e fibra da casca do coco
CADERNO 5
Arte sustentável: artesanato com conchas de massunim
CADERNO 6
Horta escolar e sustentabilidade: quem planta, colhe
CADERNO 7
Physensi – Sinta a natureza em você: elaboração de produtos
cosméticos a partir da casca do cajueiro (anacardium occidentale)
CADERNO 8
Energia limpa e sustentabilidade: faça você mesmo um
carregador sustentável
CADERNO 9
Águas do Rio Niquim
CADERNO 10 - PARTE FINAL
Sinpete Ufal: a Universidade e a Escola de mãos dadas pela Ciência
A
coletânea Ciência na Escola para o
Desenvolvimento Sustentável é um
produto do Simpósio Intermunicipal
de Ciência e Tecnologia na Educação
Básica (Sinpete), promovido pela
Universidade Federal de Alagoas
(Ufal) no período de 18 a 20 de 2022,
durante a 19ª Semana Nacional
de Ciência e Tecnologia (SNCT).
Realização
PROGRAD
Pró-reitoria de Graduação
Parceria
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