COMUNICAÇÕS COORDENADAS


Prostituição: negociação do uso de preservativos no programa

A proposta de estudo sobre mulheres que se prostituem em “puteiros” (casas de prostituição), no Centro de Maceió é proporcionar uma tentativa de nova perspectiva de analise no velho clichê, “doenças sexuais”. Partindo do pressuposto que atualmente existe um “controle” e conhecimento “eficaz” do uso do preservativo no programa sexual, a considerar que a prostituta negocia práticas sexuais para a realização do programa, entre estas práticas que o uso do preservativo é fundamental para realização do mesmo. Para fazer um programa à prostituta o negocia com seus clientes, a camisinha é integrada ao contrato para realização do exercício , realizar o programa sem o uso do preservativo é abrir mão de fazer seu “trabalho” com segurança; tal qual o capacete é um E.P.I (equipamento de proteção individual), para um trabalhador, a camisinha é para a prostituta . Estudar os critérios de tomada de decisões, atitudes e práticas das prostitutas, evidenciar no contexto empírico o discurso por elas sobre a questão, mostrar como o relacionam à vida de prostituta com outros espaços de socialização. Trazer novos nortes sobre o tema, vivenciadas e experimentadas na realidade social das prostitutas, e apresentada por aqueles que vivem no dia-a-dia a prostituição e seus estigmas. Na pretensão de colaborar na promoção de conhecimentos que possibilitem pensar a prostituição o HIV/AIDS a partir de apontamentos trazidos da relação prostituta e seus espaços de interação social. A partir do uso das técnicas do método etnográfico que evidencia a visão de mundo daqueles que estão sendo pesquisados, aprender sobre as práticas e descobrir aspectos únicos vivenciados pelos indivíduos, desnaturalizando preconceitos que cercam neste caso a prostituição. A coleta de dados a partir da observação participante consiste na interpretação e descrição das situações de uma realidade social estudada. Com auxilio de entrevistas semi-estruturadas com base em perguntas norteadoras para a entrevista, com questionamentos primários, para criar novas hipóteses sobre o tema. Com a utilização de relato de vida em que o narrado é aquele que experimenta e vivenciou, levando em questão o ponto de vista daquele que narra.Pretende-se a partir do desenvolver da pesquisa analisar até que ponto a saúde das “prostitutas”, são negociáveis no programa. Estudos lidos mostram uma situação em grande parte de uma aceitação dos dispositivos contraceptivos incorporados ao programa sexual de tal maneira, que vejo naturalizado nos discursos das prostitutas e dos estudiosos sobre fenômeno da prostituição como uma prática que é feita com total segurança. Concluo que analisar tais aspectos empiricamente trará uma mostra de uma realidade contraria a estes aspectos que circundam o tema da saúde da mulher prostituta. Possibilitando repensar os mecanismos de combate as doenças sexuais que circulam o “mundo” da prostituição.

Expositores: Leonardo Francisco de Araújo Silva (UFAL)